Então me dei conta, de fato, do quanto as pessoas ficam mexidas com essa época. O engraçado que eu não. Justo eu que me deprimo com domingo, não me abalo com o fim de ano.
Natal é família. Tem sempre junção, desde que me conheço por gente e o velho Eduardinho e a Lucilinha viviam. A família aumentou, ocorreram algumas "deserções", mas a junção permanece. O que isso tem de diferente do restante do ano? Só o amigo secreto, que esse ano é minguado, por causa da crise. No mais, a gente se junta muito. Em datas especiais. E sem motivo algum também. Portanto, nada de diferente. A não ser pela parte de o cardápio ser um tanto típico, a mãe sempre coordenar o presépio vivo na missa de Natal e a gente se arrumar um pouco mais. Mas no mais, será mais uma junção sensacional, mas normal. A gente se ama e se reúne. Sei que a prima Karin é capaz de dar um choradinha amanhã, na hora de alguém discursar. Mas a gente vive junto e se dá bem. Para mim, nada, realmente nada de diferente.
A Simone, naquela famigerada música, sempre pergunta "É Natal e o que você fez?". Poxa, fiz um bocado de coisa. Tanta coisa que nem dei conta de que JÁ era Natal de novo. Foram dois semestres letivos concluídos com sucesso, muitos quilômetros do meu Bala de Prata e algumas dívidas no Bradesco. Vivências intensas, dias corridos e cheios de trabalho, noites de rivotril, garrafas de vinho tinto no frio e branco no calor, segundas de terapia, junções, amores, amizades, até um blog... porta, fiz monte de coisa, Simone. Não pressiona. Só por que está chegando 31.12 tenho que refletir, retomar, revisar, refazer planos? Meus planos não são medidos por anos. São planos de vida. Alguns a curto, médio ou longo prazo. Mas não se restringem a calendários e trocas de dígitos. Meus planos não alcançados, sei bem por que não os alcancei. E sei que os alcançarei, quando for o tempo. Fim de dezembro, pra mim, é um fim de mês qualquer. Diferença que tenho o mês seguinte livre, em pleno verão, estação que menos gosto. E eventualmente viajo em família. Mas no mais, o ano novo é mais uma junção, daquelas que já falei aí em cima.
Sei que não é para todo mundo do mesmo jeito. Tem gente que vai se emocionar, ficar sensível, pensar que ano foi uma merda e não vê perspectiva para logo. Mas não se deixa levar pela sensação de que nada fez, que não saiu do lugar. Quer fazer a limpa nos documentos e nas roupas? Faça...mas aconselho a não deixar acumular e fazer só uma vez ao ano. Dá muito trabalho. Quer renovar planos? Renove...mas não coloque neles um prazo de 365 dias para cumprir. Quer se reconciliar? Reconcilie... mas não precisa esperar o fim de ano, não. A gente pode pedir desculpa a qualquer hora do ano. Quer refletir sobre os rumos da sua vida? Reflita todos os dias...é mais saudável que deixar tudo acumular na correria, cansaço de fim de ano. Tem que tomar decisões? Tome-as... Mas não precisa pensar em tudo a decidir agora, até por que dizem que não se deve decidir nada nessa época (Dizem, mas para mim não faz diferença.) Se mesmo assim, parece que tem um peso nas costas, não preocupa.. A noite nem sempre é o que parece. Há lugares em que sol aparece à noite. Olha que troço louco? E se mesmo assim for complicado, acalma...Amanha será outro dia. No caso, Natal. Mas não é nada demais, não. É só mais um final de mês! E tu és o sol!
Viver é um constante rasgarmo-nos e costurarmo-nos.
ResponderExcluirGK
Realmente, caro Gugu Keller, a vida é uma constante refazer, em todo os momentos.
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