segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Amsterdam Experience... jornada dos 7, às vezes 6...

Não curto avião, mas tivemos que enfrentar o terceiro voo em uma semana para poder rumar à capital do Reino dos Países Baixos (popularmente conhecido pelo nome de suas maiores províncias, a saber Holanda do Norte/do Sul): Amsterdam. E de cara, um encantamento com a forma que fomos recebidos, onde até essa que vos fala se fez entendida em seu inglês precário com sotaque germânico na hora de perguntar de onde saía o trem para a estação "Sloterdijk".
O aroma característico de uma quinta à noite com a juventude em frente ao hostel (que fica incrivelmente "grudado" na estação com nome quase impronunciável supracitado ) deixou a ala mais madura do grupo um pouco chocada. Ou vai ver era só o frio de -2ºC. Eu estava encantada com a semelhança, nesse pouco contato entre o aeroporto e o hotel, com a "minha" Alemanha. E pela segunda vez, dormia na parte de cima de um beliche. A primeira experiência fora em Munique, dois anos antes.
O encanto se concretizou no dia seguinte no primeiro tour na cidade, com direito a Sprinter (uma espécie de trem regional que nos deixava na estação "Amsterdam Centraal") e o tram (bonde dentro da cidade). E o resquício de decepção que havia, depois de um tratamento não muito atencioso dos italianos, se desfez quando simplesmente fomos abordados por um funcionário da empresa de transporte, enquanto estávamos na fila para compra o ticket de ida ao centro. "Precisa de ajuda?" Não preciso mais nada, essa gente é demais. Apaixonada pelo país.
O frio congelou nossas mãos e ouvidos enquanto tiramos fotos bem típicas no letreiro "I Amsterdam" em frente ao Rijksmuseum ou perambulamos sem rumo pelas ruas do centro, até achar um restaurante fofo e rústico com direito a sopa e Heinekens. E eu que não reclamo do frio, realmente congelei as mãos. Mas a felicidade de uma amante do frio não se abalou.
Passamos por ruas, parques e praças charmosas. Tiramos fotos clássicas nos canais. Até achar a rua de Souvenirs que leva à estação e que também tem um supermercado Albert Heijn, tipo patrimônio da Holanda, como o Zaffari no Rio Grande do Sul. Só que bom! Feito o dia. E todos amando tudo. Inclusive as famosas batatas-fritas de rua, com bastante maionese. :)
Dia seguinte, algumas emoções conhecendo a casa da Anne Frank, infelizmente com a mãe resfriada e com suas tosses alérgicas, remediadas pelo médico particular do grupo. Larga a mãe no hostel para descansar e vamos para a Heineken Experience, com direito a gravar nome na sua garrafa e no seu copo. 
Animados após a degustação, não podia falar uma passada no Red Light District, que dentro da nossa imaginação era algo muito maior do que era. Mano não se conformou e seguir duas quadras adiante, até retornar se conformando que não tinha mais nenhuma zona por ali.  
Mãe febril no retorno, preocupações, um desentendimento de irmãos, cansaço extremo, choro... nada além do normal, se 7 pessoas convivem mais de dez dias praticamente o dia todo.
Domingo de aniversário de casamento dos véios. Para quem casou em um calor de 40 graus e passou lua de mel em Camboriú, comemorar a data 35 anos depois em um frio negativo holandês não é ruim, não. Tivemos uma baixa: número cinco não acordou. Pena... foi dia de conhecer Zaanse Schans, onde ficam os famosos moinhos, e de imaginar a beleza de um dia de verão nesse lugar. Se bem que o frio estava bom para a sopa com vinho que tomamos antes de retornar. E então fazer as últimas compras de tamancos de madeira, tulipas também de madeira, ou em forma de sombrinha, entre outras coisas que deixam qualquer turista louco. E do último mate na terra dos diques, com a facilidade de nem precisar esquentar a água, pois a da torneira já estava praticamente no ''padrão Mayane de esterilização de cordas vocais".
A vontade de ficar era grande, mesmo o hostel não tendo banheira. Mesmo com o café da manhã não incluso. Mesmo com nomes impronunciáveis e com tantos outros nomes com Dijk e Dam no final. Mesmo com o tal aroma característico. Mesmo sem o Spice Muffin. Ah, baita troço de cidade.  Beber Heineken, mesmo no Brasil, há de ter sempre um quê de saudade.



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