O aroma característico de uma quinta à noite com a juventude em frente ao hostel (que fica incrivelmente "grudado" na estação com nome quase impronunciável supracitado ) deixou a ala mais madura do grupo um pouco chocada. Ou vai ver era só o frio de -2ºC. Eu estava encantada com a semelhança, nesse pouco contato entre o aeroporto e o hotel, com a "minha" Alemanha. E pela segunda vez, dormia na parte de cima de um beliche. A primeira experiência fora em Munique, dois anos antes.
O frio congelou nossas mãos e ouvidos enquanto tiramos fotos bem típicas no letreiro "I Amsterdam" em frente ao Rijksmuseum ou perambulamos sem rumo pelas ruas do centro, até achar um restaurante fofo e rústico com direito a sopa e Heinekens. E eu que não reclamo do frio, realmente congelei as mãos. Mas a felicidade de uma amante do frio não se abalou.
Passamos por ruas, parques e praças charmosas. Tiramos fotos clássicas nos canais. Até achar a rua de Souvenirs que leva à estação e que também tem um supermercado Albert Heijn, tipo patrimônio da Holanda, como o Zaffari no Rio Grande do Sul. Só que bom! Feito o dia. E todos amando tudo. Inclusive as famosas batatas-fritas de rua, com bastante maionese. :)
Animados após a degustação, não podia falar uma passada no Red Light District, que dentro da nossa imaginação era algo muito maior do que era. Mano não se conformou e seguir duas quadras adiante, até retornar se conformando que não tinha mais nenhuma zona por ali.
Mãe febril no retorno, preocupações, um desentendimento de irmãos, cansaço extremo, choro... nada além do normal, se 7 pessoas convivem mais de dez dias praticamente o dia todo.
Domingo de aniversário de casamento dos véios. Para quem casou em um calor de 40 graus e passou lua de mel em Camboriú, comemorar a data 35 anos depois em um frio negativo holandês não é ruim, não. Tivemos uma baixa: número cinco não acordou. Pena... foi dia de conhecer Zaanse Schans, onde ficam os famosos moinhos, e de imaginar a beleza de um dia de verão nesse lugar. Se bem que o frio estava bom para a sopa com vinho que tomamos antes de retornar. E então fazer as últimas compras de tamancos de madeira, tulipas também de madeira, ou em forma de sombrinha, entre outras coisas que deixam qualquer turista louco. E do último mate na terra dos diques, com a facilidade de nem precisar esquentar a água, pois a da torneira já estava praticamente no ''padrão Mayane de esterilização de cordas vocais".
A vontade de ficar era grande, mesmo o hostel não tendo banheira. Mesmo com o café da manhã não incluso. Mesmo com nomes impronunciáveis e com tantos outros nomes com Dijk e Dam no final. Mesmo com o tal aroma característico. Mesmo sem o Spice Muffin. Ah, baita troço de cidade. Beber Heineken, mesmo no Brasil, há de ter sempre um quê de saudade.
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