quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Um passo para frente vale por quantos!?



Ser ou não maduro não é uma questão de escolha. Nem de momento. É questão de preparo. De experiência. De vivência e de abertura para a vida. 
Não, espera! Vou me contradizer. É escolha, sim. Escolha para estar disposto a refletir sobre suas próprias coisas e tomar rumos diferentes ou não.
Escolher morar sozinha novamente, há dois anos atrás e assumir os rumos da minha vida de forma independente me fez amadurecer no sentido ter responsabilidades que antes não havia, inclusive as financeiras.
Escolher seguir na profissão na qual me formei e insistir teimosamente na área do magistério me trouxe uma maturidade docente que me deu um jogo de cintura favorável em meio à correria do cotidiano.
Escolher me cercar de pessoas que agregam, somam, multiplicam, inspiram traz uma maturidade nas relações de amizade e mostra que há pessoas que levamos para a vida toda e há outras que a própria vida trata de afastar.
Escolher refletir sobre minhas ansiedades trouxe a maturidade de perceber até onde posso ir e até onde aguento sem causar danos.
Escolher refletir sobre os meus limites e sobre quantas vezes eu os ultrapasso, principalmente no que diz respeito a trabalhar demais, me faz ter a maturidade de conseguir dizer não quando a carga me é demasiada.
Escolher refletir também sobre os limites que os outros ultrapassam em relação a mim, por que se acham no direito por quaisquer motivos ou por acharem que fazem para o meu bem, traz a maturidade de dizer “ei, chega” ou me afastar. Ou os dois.
Escolher refletir sobre como são as minhas relações familiares e o porquê  de serem como são traz a maturidade e a serenidade de entender pai, mãe e irmão e alinhar as coisas, afinal de contas o amor ainda prevalece.

Escolher refletir sobre relacionamentos passados, histórias vividas, cacos juntados, traumas vividos, ansiedades sufocantes, medos bobos, padrões repetidos, comportamentos equivocados e decisões mal tomadas e ter a maturidade de aprender com tudo isso e finalmente conseguir começar a colocar em prática a premissa de não repeti-los é incrível. Sem dúvida que é um processo. Cada dia um passo, para frente.  Às vezes, até dois. Eventualmente, a gente se vê dando um mini passo para trás. Mas aí lembra do quão libertador é ter superado tantas coisas e conseguir reverter a seu favor, mesmo quando bate uma bad. É incrível! Libertador! E aí faz a escolha de se forçar a dar um passo para frente de novo.  Isso é a tal maturidade! E para frente, diz aí, vale por quantos mesmo?!

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