Ser ou não maduro não
é uma questão de escolha. Nem de momento. É questão de preparo. De experiência.
De vivência e de abertura para a vida.
Não, espera! Vou me contradizer. É escolha, sim. Escolha para estar disposto a refletir sobre suas
próprias coisas e tomar rumos diferentes ou não.
Escolher morar sozinha
novamente, há dois anos atrás e assumir os rumos da minha vida de forma
independente me fez amadurecer no sentido ter responsabilidades que antes não
havia, inclusive as financeiras.
Escolher seguir na
profissão na qual me formei e insistir teimosamente na área do magistério me
trouxe uma maturidade docente que me deu um jogo de cintura favorável em meio à
correria do cotidiano.
Escolher me cercar de
pessoas que agregam, somam, multiplicam, inspiram traz uma maturidade nas
relações de amizade e mostra que há pessoas que levamos para a vida toda e há
outras que a própria vida trata de afastar.
Escolher refletir
sobre minhas ansiedades trouxe a maturidade de perceber até onde posso ir e até
onde aguento sem causar danos.
Escolher refletir
sobre os meus limites e sobre quantas vezes eu os ultrapasso, principalmente no
que diz respeito a trabalhar demais, me faz ter a maturidade de conseguir dizer
não quando a carga me é demasiada.
Escolher refletir
também sobre os limites que os outros ultrapassam em relação a mim, por que se
acham no direito por quaisquer motivos ou por acharem que fazem para o meu bem,
traz a maturidade de dizer “ei, chega” ou me afastar. Ou os dois.
Escolher refletir
sobre como são as minhas relações familiares e o porquê de serem como são traz a maturidade e a serenidade
de entender pai, mãe e irmão e alinhar as coisas, afinal de contas o amor ainda
prevalece.
Escolher refletir
sobre relacionamentos passados, histórias vividas, cacos juntados, traumas
vividos, ansiedades sufocantes, medos bobos, padrões repetidos, comportamentos equivocados e decisões mal tomadas e ter a
maturidade de aprender com tudo isso e finalmente conseguir começar a colocar em
prática a premissa de não repeti-los é incrível. Sem dúvida que é um processo.
Cada dia um passo, para frente. Às
vezes, até dois. Eventualmente, a gente se vê dando um mini passo para trás. Mas aí lembra do quão libertador é ter superado tantas coisas e conseguir
reverter a seu favor, mesmo quando bate uma bad.
É incrível! Libertador! E aí faz a escolha de se forçar a dar um passo para
frente de novo. Isso é a tal maturidade! E para frente, diz aí, vale por quantos mesmo?!
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